O mercado de T.I. na era da IA (e o que Kafka tem a ver com isso)

Foto de Gregor Samsa na Era Tecnológica

Vamos ser sinceros: na era das IAs, escrever código parece "fácil". Ferramentas geram blocos de código prontos em segundos. O problema? Isso acabou banalizando a habilidade de apenas escrever código. Não basta mais ser um "codificador". Você precisa ser um CRIADOR. E calma, não estou falando de virar Youtuber. Falo de usar sua capacidade humana para criar soluções que uma IA não conseguiria conceber. É aí que (ainda) ganhamos. Uma IA não cria do "zero"; ela remixa o que nós, humanos, já fizemos. Nós usamos nossa bagagem, nossas vivências e nossos sentimentos para criar o novo.


E sabe quem entendeu muito sobre o peso da "utilidade"? Franz Kafka, um dos meus autores favoritos. O paralelo pode parecer estranho, mas foque no livro "A Metamorfose".

Na história, Gregor Samsa, o protagonista, acorda um dia transformado em um inseto. A partir daí, sua vida desmorona. Por quê? Porque ele não pode mais trabalhar. Ele não pode mais _produzir_. Sua família, que antes dependia dele, passa a vê-lo como um fardo, algo inútil e asqueroso. Aqui está o "pulo do gato" para o mercado de T.I.: se você só "faz código" (o trabalho braçal que uma IA pode fazer), você corre o risco de se tornar o Gregor. Se você não usar sua capacidade única de **CRIAR** algo de valor e resolver problemas reais, o mercado pode, infelizmente, começar a te ver como algo... inferior.

A lição é: não seja o inseto. Seja o criador.